

Se você administra uma clínica ou consultório, a contabilidade tem que jogar a seu favor em 2026, porque o fiscal está mais digital, o cruzamento de dados ficou feroz (NFS‑e, eSocial, EFD‑Reinf, cartões, convênios) e, enquanto os custos sobem, os reajustes dos planos às vezes não acompanham. Assim, escolher bem o regime, organizar a rotina de faturamento e medir indicadores vira questão de sobrevivência e de lucro.
Em linhas gerais, o caminho começa pela análise do regime tributário médicos: no Simples Nacional, quando o Fator R fecha (folha a partir de 28% da receita), a carga tende a cair e a operação fica mais simples; no Lucro Presumido, a previsibilidade ajuda, principalmente para quem estourou o teto do Simples ou tem folha enxuta, embora a presunção para serviços possa pesar; já o Lucro Real entra bem para estruturas maiores, margens comprimidas e crédito de PIS/COFINS relevante, embora exija escrituração caprichada. Em todo caso, antes de decidir, simule os três com 12 meses de dados, considerando sazonalidade, retenções e ISS por município, porque número bom evita surpresa ruim.
Agora, falando de ISS e NFS‑e, o dia a dia pede atenção: a alíquota do ISS varia por cidade e contrato, o local de incidência muda conforme o serviço e, às vezes, o tomador retém na fonte — portanto, alinhe as cláusulas fiscais nos contratos para não pagar duas vezes. A NFS‑e padrão nacional avançou, contudo códigos de serviço, regras locais e competência continuam valendo; logo, emita certo e reconcilie nota, produção e recebimentos mensalmente.
Nas retenções, vale o lembrete: IRRF pode aparecer em serviços profissionais, ISS é frequente, e o INSS pode incidir em cessão de mão de obra; descreva a natureza do serviço nos contratos para não criar passivo. Enquanto isso, a rotina de contabilidade saúde precisa refletir a operação real: lance receitas por convênio e por procedimento (TUSS/TISS), controle glosas, acompanhe aging de recebíveis, classifique OPME e insumos por centro de custo, meça margem por serviço e especialidade, mantenha pró‑labore (se o sócio atua) e distribua lucros somente com escrituração decente. Sim, LGPD também entra no jogo: prontuários e dados sensíveis pedem controle de acesso, contratos com processadores (software médico, faturamento) e política de retenção.
No calendário, nada de sustos: eSocial, DCTFWeb e EFD‑Reinf tocam folha e retenções; ECD/ECF entram conforme o regime; e o ISS segue a cartilha municipal. Para não se perder, feche por competência, faça conciliação bancária e reconcilie NFS‑e com produção todo mês. E, porque gestão sem métrica é chute, acompanhe KPIs que mexem no bolso: receita por convênio e por procedimento, margem antes e depois das glosas, índice de glosas e prazo médio de recebimento, ticket médio, ocupação de agenda e no‑show, Fator R e alíquota efetiva no Simples, custo administrativo/receita e giro de caixa. Em resumo, quando você mede, melhora; e quando melhora, paga menos no efetivo e lucra mais.
Para fechar, a mensagem é direta: profissionalizar a contabilidade para clínicas e casar o regime tributário dos médicos com a sua operação do dia a dia é o que separa previsibilidade de dor de cabeça. Com contratos claros, NFS‑e por competência, fiscal sob controle e KPIs na mão, sua clínica fica leve, reduz autuações e ganha margem — mês após mês.
Quer um diagnóstico rápido com simulação de regimes (com/sem Fator R), revisão de ISS/retenções e um plano claro de rotinas e KPIs para 2026? Fale com a Waskys Contabilidade e mande um resumo dos últimos 12 meses; a gente compara cenários e indica o caminho mais vantajoso. Que tal começarmos agora?